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Edição nº 304 - Março de 2026 - ano XXVI

Veja o dia a dia do 11º Encontro Latino Americano de Naturismo clicando nos links abaixo
Dia 1- ELAN no Peru começa com muitos amigos e pequeno terremoto
Dia 2 - Segundo dia de ELAN no Peru com muitas atividades
Segundo dia de ELAN no Peru com muitas atividades.
por Pedro Ribeiro
Dia 27 de fevereiro foi o segundo dia do 11º Encontro Latino Americano de Naturismo começou com um pouco de névoa, em torno do refúgio Sol y Valle, no município de Cieneguilla, a 30 quilômetros da capital Lima. Mas foi por pouco tempo, pois ainda durante o serviço do café da manhã, o sol já voltara a brilhar intensamente. As aves coloridas que se espalham pelas dezenas de árvores da propriedade fazem seus barulhos de bom dia, voando e pousando sobre elas para comer seus frutos e sementes. E são muitas espécies de aves. A mais numerosa é um tipo de papagaio de cabeça vermelha, barulhenta como nossas maritacas, mas um pouco maiores. O terreno é cheio de espécies de árvores exóticas para mim, mas algumas são reconhecíveis como abacateiros e mangueiras e já reconheço a fruta e o pé de lúcuma, fruta típica da região.

Após o café da manhã, que não foi servido britanicamente no horário, tivemos a primeira programação do dia: aula de Yoga, com a professora peruana Andrea Holistica, que exigiu uma
Esta é a casa número 2 do Refúgio Sol y Valle, onde se concentraram as refeições e muitos participantes ficaram hospedados.
intensidade média nas dificuldades do exercício. Após a aula a piscina foi a grande atração, por causa do sol e calor intensos. A propriedade está em um vale cercado por montanhas totalmente desprovidas de vegetação, com certeza causada pelo clima seco da região.

Ficamos na piscina até a hora do almoço. O sol intenso fez com que os brasileiros dessem “um jeito” na organização das mesas onde são servidas as refeições, levando uma delas para baixo de árvore que oferecia uma sombra agradável. Foram servidos dois pratos típicos da culinária peruana: como entrada um ceviche (peixe cru marinado no limão), com molho bastante picante e, como prato principal, pedaço de frango assado, com salada de beterraba. Também suco de maracujá.
À tarde a primeira atividade foi uma dinâmica onde pelo menos um representante de cada país presente foi convidado a relatar como está a situação do Naturismo em seu país. Além dos países sul americanos, havia representantes da
Img. Pedro Ribeiro
A piscina, como não podia deixar de ser, foi uma das áreas mais movimentadas.
Europa e América do Norte. As falas foram traduzidas para espanhol ou inglês, dependendo do idioma em que foi apresentado. De maneira geral as condições do naturismo em toda a América latina são muito parecidas, com poucos naturistas que se mostram e se organizam e com dificuldades legais para conseguir espaços públicos para a prática. Nos relatos dos países Europeus presentes, os destaques ficaram por conta da Alemanha e Espanha que possuem ainda hoje muitas áreas reconhecidamente e legalizadas naturistas, sendo que, na Espanha, pode-se ficar nu em qualquer lugar público, inclusive nas ruas, desde que não haja atos de cunho sexual. Na Inglaterra, o jovem representante disse que está havendo desinteresse dos mais jovens pela organização do Naturismo, além de haver uma pressão contrária ao Naturismo pela política de extrema direita.
Após a debatida sessão, foi a vez de relaxarmos agora com uma sessão de meditação, sob orientação da mesma professora Andrea Holistica, que levou alguns praticantes a sono profundo, com relaxamento total, mesmo com a assistência dos barulhentos papagaios que sobrevoavam o local com intenso grasnar.
À noite, no jantar servido por volta das sete e meia da noite

Img.: Paula Silveira
Drica Parreira, membro da FBrN descansa alguns instantes antes de participar de mais uma atividade.
fomos surpreendidos por uma chuva fina, que refrescou bem a temperatura e obrigou mais uma vez mudança de localização da mesa de jantar, agora para a área coberta da casa 2. O cardápio foi talharim à bolonhesa, com suco de abacaxi. Também comi caroços gigantes de um pedaço de uma espiga de milho cozido muito clara, quase branco, preparado especialmente para a delegação brasileira.

Img. Paula Silveira
Paulo Cardoso, membro da ANAbricó, do Rio de Janeiro, disputa uma partida de totó.
Depois do jantar houve tentativa de organização de Karaokê, mas problemas técnicos dificultaram a execução do plano, que acabou acontecendo por pouco tempo. As pessoas decidiram então só ouvir música e dançar. Enquanto quatro dos brasileiros organizaram um buraco mexido, ou mexe-mexe, que rolou até boas horas da noite.

Alguns dos participantes exibiram as bandeiras de seus países ou de suas federações, na manhã de sexta-feira.
(enviado em 28/02/26 por Pedro Ribeiro)


