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O Declínio do Ser Humano – A Praia da Galheta Resiste, Bela e Intocada

Mara Freire, vice-presidente da Associação dos Amigos da Galheta, responde à carta do leitor Marcos A. Lobato Pereira sobre a praia da Galheta que teve título "O Declínio da Praia da Galheta" Leia em Cartas dos Leitores

No princípio, éramos poucos. Gostávamos de ficar ao sol ao natural, tomar banhos de mar sem roupas, tínhamos as mais diversas opções e orientações – alimentares, afetivas, profissionais, etc. Éramos a diversidade, igualados pela nudez e pelo companheirismo do ambiente de praia. Mas, antes do princípio, era a Galheta. Posteriormente, vieram os povos originários, cujas marcas ainda vemos na praia, na Ponta do Caçador: Sítios de Oficinas Líticas, tombados como patrimônio, e que deveriam estar protegidos.

 

A Praia é longa, exuberante, tem uma bela faixa de areia e muita mata; de algumas de suas partes, houve quem se apropriou, comprando-as não sabemos de quem.

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A AGAL, Associação dos Amigos da Galheta, foi fundada por Affonso Alles (in memoriam), Miriam Alles, e mais alguns amigos. De lá para cá, sofremos muitos assaltos: especuladores imobiliários, construtores de hotéis, de teleféricos, falsos pescadores em um rancho que perseguia pessoas nuas, entre outros males.

 

Com serenidade, representatividade e firmeza, a AGAL conseguiu alçar a praia e suas belas encostas, ricas em Mata Atlântica, ao patamar de Área de Preservação Permanente. Quase ao mesmo tempo, ainda no princípio da década de 1990, entramos na legalidade, conquistamos, perante a lei, o direito de estarmos nus na Praia da Galheta. Recentemente, nos tornamos MoNa Galheta: como Monumento Natural, temos mais proteção ambiental. Estas três conquistas têm sido o principal foco de luta: a manutenção de direitos está em constante ameaça, especialmente quando não beneficia o poder público ou os “Amigos do Rei”.

 

 

Ao leitor Marcos Pereira, gostaríamos de agradecer as críticas e o chamado à luta. Convidamos Marcos a alinhar-se conosco, fazendo frente aos desconfortos da Galheta.

 

Entretanto, vale pontuar algumas falas do leitor do Olho Nu.

 

Na visão da Associação, os frequentadores “gays” auxiliam enormemente a praia, apenas pelo fato de ESTAREM lá. Estão todes lá! Quanto aos chamados por Marcos Pereira de “verdadeiros naturistas”, nós os conclamamos, estejam na praia! Ocupem esse belo espaço que é uma conquista, uma praia naturista em uma capital. Assim nos irmanemos como era no princípio: a democracia na Galheta consiste em ser um espaço plural. Nenhuma praia representa como ela essa pluralidade em nosso país.

 

Um parágrafo para esclarecer que não existem os verdadeiros naturistas. Ou somos, ou não somos. Não há um código geral que a todos e todas iguale. Não é preciso comer grãos, não é preciso ser vegetariano, não é preciso conhecer o calendário lunar: o que temos em comum é o fato de estar nus, amando e defendendo a Natureza e a Praia da Galheta.

 

A diversidade da Galheta consiste nessa convivência, dentro dos limites de cada um, entre pescadores, naturistas, surfistas, pessoas da comunidade LGBTQIA+ e turistas eventuais. O foco de todos os que frequentam a Galheta deve ser, em convivência pacífica, o preservacionismo, visto que estão em um Monumento Natural, reconhecido como área de proteção ambiental.

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Masturbadores? O homenzinho com o pênis na mão, oferecendo sua “mercadoria”? Esses são cada vez mais raros. Marcos só encontrou um, em dois finais de semana. Nos dois seguintes, quando estivemos na praia, encontramos este um. Solitário. Rosnamos para ele, lá de baixo (ele no alto da trilha, no começo da praia). Caso incomodasse, chamaríamos a guarda municipal, que talvez não viesse, mas é nosso direito e obrigação de cidadãos chamá-la.

 

Costumeiramente, a  AGAL tem alguém presente na praia. Se vemos algo “anormal”, nos manifestamos. Mas em absoluto é nosso dever “fiscalizar”. Muitas vezes já chamamos a polícia para diversos acontecidos. Aliás, agora temos salva-vidas! Depois de muita luta da Associação, temos dois! Temos também representatividade da AGAL junto ao Conselho CCGalSan, regulado pela FLORAM. A luta de uma Associação é invisível, mas está lá.

 

Ainda, ao dizer que na praia há maconheiros, céus, onde não? Estamos em Florianópolis. Estamos no século XXI. Nenhum de nós da Associação irá ao cidadão maconheiro e dirá, senhor, brisa aqui, só a do mar. Isto não acontecerá. Cabe à polícia tal regulamentação.

 

Há barracas na praia. Sim, a Associação irá lá pedir a retirada delas, pois é ilegal e danoso ao ambiente. Recomendamos, em caso de querer acampar, um camping na Barra da Lagoa, linda, e vir pela trilha até a praia da Galheta, coisa mais que saudável.

 

O chamado de Marcos a “uma presença maciça” da Associação ocorre por seu desconhecimento de nosso escasso quadro.

 

O que necessitamos, para além das críticas, é que turistas, visitantes, moradores da cidade, naturistas, estejam presentes e unam-se nos momentos de chamada, para fazer placas, para ratear o advogado, para celebrar...

 

A placa danificada- estamos tomando providências. E construindo uma bandeira plural. Aceitamos críticas, mas também sugestões e voluntários.

 

Um abraço a todes, naturalmente.

 

Miriam Carvalho Alles

Mara Rejane Freire

Presidente e Vice Presidente da AGAL

ASSOCIAÇÃO AMIGOS DA GALHETA

 

 

Mara Rejane Freire

Fotógrafa

 

https://www.instagram.com/mararejanefreire

(enviado em 13/01/22 por Mara Freire)

PRAIA NATURISTA UBATUBA

por Ubiratan Fazendeiro
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Para chegar a Praia da Lagoa, entre no bairro ao lado do portal, limite entre Ubatuba e Caraguatatuba, pegue o caminho de Ponta Aguda  quando chegar a uma construção com jeitão de abandonada vire a direita e estacione.

Você já estará a uma breve caminhada das Praias Mansa e da Lagoa, praticamente no meio do caminho entre as duas praias, cercado pela natureza ímpar da mata à beira mar e caminho da Praia Ponta Aguda que também se chega com uma caminhada.

 

Para estar na praia como naturista, lembre das normas de convivência, se forem ignoradas, poderão até levar à expulsão

do movimento naturista, pois há ampla comunicação entre os grupos naturistas.

ANTES DE IR, CONHEÇA AS NORMAS ÉTICAS DO NATURISMO BRASILEIRO CLICANDO AQUI!

Não tenha vergonha de tirar a roupa, afinal o espaço é para isto, mas antes peça a autorização dos vestidos que estiverem ao alcance do  olhar, se algum disser que ficará constrangido se afaste para outro espaço da praia.

 

Aceite o próprio corpo e o dos outros. Modelos de corpos que parecem deuses gregos só existem nas mídias. Quem frequenta  praia naturista é porque aceita o seu corpo e dos outros tal como é, com todas as suas histórias gravadas nele. Rir ou zombar dos outros é inadmissível e está longe do modo de agir do naturista.

 

Interaja com naturalidade, conheça novas pessoas, já que o local é público, mas haja com respeito e bom senso, não assedie as pessoas.

 

Atos com conotação sexual nem pensar! Lembre-se: além da praia ser pública, as propostas de práticas sexuais são coibidas no movimento naturista. Além disso, todos sabem: é ilegal fazer sexo em locais públicos.

 

Por questões de trabalho ou particulares, as pessoa não querem ser fotografadas, você pode detonar a vida de alguém se publicar fotos em rede social, então fotografe somente seu grupo familiar e cuidado com quem está ao fundo. Fotografia somente com expressa autorização, registrada por voz ou por escrito.

 

Não fique “olhando” para as pessoas, isto vale para vestido “olhando” nudistas e vise e versa. A atitude constrange e demonstra desrespeito em qualquer local ou situação, porém na praia naturista o controle deve ser redobrado. Ninguém quer se sentir como um animal em um zoológico, naturista não é exibicionista. Ao conversar, considere o outro na mesma condição que você, olhe no rosto.

 

Seja higiênico, proteja a sua saúde e dos outros. Ao sentar ou deitar, coloque uma toalha ou uma canga. Satisfazer as necessidades fisiológicas na praia ou na trilha está fora de cogitação.

 

Preserve a natureza, consuma pouco, nada de levar muita coisa para a praia. Ao sair leve todo o seu lixo e dos desavisados. No local não há serviço de limpeza, além do mais, o naturista é defensor radical dos espaços naturais. Não deixe nada além de pegadas e leve somente lembranças.

 

Curta a natureza sem roupas, não é por acaso que a maiorias dos naturista que se deixam fotografar, abrem os braços, a sensação de liberdade é imensa e você descobrirá como um pedaço de pano tão pequenino do biquíni te prende e oprime!

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Publicação original NATVale

 

(enviado em 17/12/21 por NATVale via Whatsapp)

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