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Ato público a favor do Naturismo na praia da Galheta agita a esquina democrática de Florianópolis

A AGAL (Associação dos Amigos da Galheta) promoveu na quarta-feira, dia 21 de fevereiro, manifestação pacífica na esquina das ruas Felipe Schmidt e Trajano, no centro de Florianópolis. 

A praia da Galheta, em Florianópolis, a única de frequência naturista na cidade, tem sofrido ataques constantes (inclusive físicos) contra a continuidade da prática naturista naquela praia, alegando que o Naturismo favorece a prática de ações sexuais e libidinosas. 

No dia de nascimento de ☀🔥💃🏽 Luz del Fuego , pioneira do naturismo e do feminismo no Brasil, a AGAL esteve na Esquina Democrática (como é conhecida o cruzamento das ruas Felipe Schimidt e Trajano)  para manifestar a indignação contra a violência e a ausência do poder público na proteção da natureza, das mulheres, da comunidade LGBTQIA+ e da diversidade.

 

Com distribuição de panfletos e palavras de ordem contra o conservadorismo, a ganância e ao falso moralismo extremista que ameaçam os direitos e o futuro do planeta, os poucos manifestantes, porém decididos quiseram mostrar que a nudez não é obscenidade, mas uma forma de conexão com o meio ambiente, enquanto defenderam a liberdade, a igualdade e o respeito à diversidade em todas as suas formas.

Nova Manifestação:

No sábado 24, na praia da Galheta houve nova manifestação visando sensibilizar frequentadores da praia para o problema que lá está ocorrendo. Foi um Mutirão de limpeza da Praia da Galheta. Inicialmente estavam em 8 pessoas e depois mais umas 4 pessoas se juntaram a eles. Segundo um dos participantes "foi um dia lindo, de consciência ambiental, amizade, muita conversa e orgulho de cuidar de nossa querida Galheta."

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Ouça a entrevista concedida por Miriam Alles, presidente da AGAL, na rádio Alternativa FM, de Santa Catarina, no dia 19 de fevereiro, ao vivo

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(enviado em 24/02/24 por Pedro Ribeiro)

Luta sem trégua a favor do Naturismo na praia da Galheta

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A praia da Galheta, um dos mais tradicionais recantos reservados para a prática do Naturismo no Brasil, está sofrendo ataques constantes de pessoas e instituições que são contra a prática no local, argumentando que todos os problemas que surgem naquela área são causados pela presença de nudistas. A AGAL está lutando incessantemente para tentar mudar esta situação. E agora, mais do que nunca, precisa da colaboração dos Naturistas de todas as partes do brasil e do mundo.

Leia o manifesto abaixo e assine-o em seu apoio. Não deixemos o naturismo acabar em mais um ponto do Brasil.

Carta Denúncia - Praia da Galheta - Em favor do Naturismo

Link para adesão de assinatura de pessoas e instituições: https://forms.gle/cGFAV37F7jY52mtY6

Paraísos naturais como a Praia da Galheta são alvos sistemáticos da especulação imobiliária. Onde há uma árvore os especuladores veem um prédio, onde há uma praia eles enxergam um resort. Galheta e Praia Mole, em Florianópolis, resistem graças ao empenho de algumas organizações ambientalistas; na Praia da Galheta há somente uma construção, um rancho de pesca artesanal, representante de uma cultura centenária de nossa Ilha de Santa Catarina. 

 

Certamente, nas últimas décadas, nenhuma organização foi mais combativa, e mais se interpôs aos ataques especulativos a essa praia que a AGAL – Associação Amigos da Praia da Galheta. Não por coincidência, neste momento em que a Prefeitura de Florianópolis está prestes a publicar o plano de manejo para o MONAGALHETA – Monumento Natural da Praia da Galheta, a AGAL sofre seu maior ataque desde que foi fundada. Um ataque que não vem diretamente dos grupos financeiros interessados na exploração imobiliária do entorno da praia, mas de pequenos grupos que ocupam ou transitam pela região, tais como organizações de pescadores, de surfistas e comerciantes. Esses grupos sequer mencionam os interesses do capital financeiro; antes, apegam-se a um moralismo retrógrado que enxerga na prática do naturismo, proposto pela AGAL, a raiz de todos os males que afligem usuários da praia, tais como assédio sexual, prática de atos obscenos, consumo de drogas e agressões, entre outros. Males que também são combatidos pela AGAL, que tem consciência de que tais agressões dão-se por conta da ausência do Estado, que se omite de dar segurança aos frequentadores. Males que afligem, também, outras praias de Florianópolis, especialmente as mais isoladas. Mais recentemente esses grupos que, de maneira visível, combatem a AGAL e sugerem a extinção da prática do naturismo na praia, juntaram-se em um único grupo para, segundo eles, acabar com a imoralidade na praia, assediando e ameaçando frequentadores nudistas; propõem-se moralizar a praia utilizando como método práticas de violência. Deslocam a atenção do público, do verdadeiro problema – a ausência de segurança pela omissão do poder público -, para um falso problema, denunciando o naturismo como a causa única dos males que afligem a Praia da Galheta. Contam, em suas investidas, com a conivência de parte da grande imprensa, que se recusa a investigar o que acontece na Galheta, bem como em outras praias da cidade. 

 

Tememos que as investidas violentas do grupo, que se formou como verdadeira milícia, agravem os já seríssimos problemas da Galheta. Nosso receio é que, consciente ou inconscientemente, estejam facilitando o que vem a seguir, isto é, a maior das violências, qual seja, os ataques especulativos dos interessados na exploração imobiliária da região. Agir como milícia, usar a violência como método, só prejudicará a defesa do meio ambiente na Praia da Galheta e seu entorno, um dos objetivos do naturismo e da existência da AGAL – Associação Amigos da Praia da Galheta. 

 

O grupo que se propõe fazer “justiça” com as próprias mãos, tem como alvo, não só os que tiram a roupa na praia da Galheta. Práticas como essa dirigem sua violência também para as pessoas LGBTI+, mulheres e pessoas idosas, as mais afetadas pelo ódio à liberdade. Esse tipo de violência dissemina o sentimento de insegurança entre os usuários que usufruem da Praia da Galheta, com seus objetivos de destruição, falso moralismo, especulação imobiliária e o fim da liberdade dos corpos. A Galheta é, há décadas, refúgio daqueles que, na liberdade, enxergam o futuro. Não tombaremos e jamais deixaremos a Galheta e tudo que ela representa.

 

Para que as belezas naturais da Praia da Galheta não se tornem apenas recordações fotográficas e cinematográficas, convidamos outras entidades empenhadas na preservação do meio natural e na liberdade de as pessoas frequentarem, despidas de roupas e preconceitos, o espaço da Praia da Galheta, a se unirem à nossa luta. 

 

Florianópolis,  01 de fevereiro de 2024.

Assinam:

1. AGAL - Associação Amigos da Praia da Galheta
2. Acontece Arte e Política LGBTI+

 

Link para adesão de assinatura de pessoas e instituições: https://forms.gle/cGFAV37F7jY52mtY6

(enviado em 2/02/24 via WhatsApp)

Noticiário da TV fala sobre a condição da prática naturista da praia da Galheta, SC

Por conta da polêmica que está envolvendo a continuidade da prática do naturismo na praia da Galheta[,e m Florianópolis, SC, a jornal local da afiliada da Rede Globo, apresentou matéria no dia 10 de janeiro. Veja o trecho do programa abaixo.

(enviado em 12/01/24 via WhatsApp)

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