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PRAIA DA GALHETA: CARTA ABERTA DE APOIO AO PROJETO DE LEI

A AGAL (Associação dos Amigos da Galheta), em luta pela manutenção da prática naturista na praia da Galheta, em Florianópolis, em Santa Catarina, convida entidades civis organizadas, naturistas ou não, nacionais e internacionais, para apoiarem o projeto de lei Nº 19.423/2024, da Câmara de Vereadores de Florianópolis, que mantém a prática do naturismo legalizada.

 

Os interessados em apoiar entrem em contato com Miriam Alles pelo WhatsApp +55 48 9962-6932

 

Veja o texto da carta a seguir e baixe o arquivo

CARTA ABERTA DE APOIO AO PROJETO DE LEI Nº 19.423/2024

 

À Câmara Municipal de Florianópolis,

 

As entidades, organizações, coletivos, associações comunitárias e cidadãos abaixo assinados vêm manifestar seu apoio ao Projeto de Lei nº 19.423/2024, de autoria dos vereadores Carla Ayres e Dinho, atualmente em tramitação nesta Câmara Municipal, que dispõe sobre a regulamentação da prática do naturismo na Praia da Galheta.

 

A Praia da Galheta constitui um dos mais importantes patrimônios ambientais, culturais e paisagísticos de Florianópolis. Sua relevância transcende os limites da unidade de conservação, representando um símbolo da convivência entre preservação ambiental, diversidade humana e uso público responsável dos espaços naturais.

 

O presente projeto não trata apenas da regulamentação do naturismo. Trata-se de uma proposta voltada à construção de regras claras de convivência, ao fortalecimento da segurança pública e à preservação ambiental de uma área que há décadas convive com desafios que permanecem sem solução efetiva.

 

Nesse contexto, merece destaque a atuação histórica da Associação Amigos da Galheta (AGAL), entidade fundada em 1995 e que, ao longo dos últimos trinta anos, tem desempenhado papel fundamental na defesa da praia e de seus ecossistemas. Ao longo de sua trajetória, a AGAL participou de inúmeros debates públicos, audiências, conselhos gestores, ações de educação ambiental e iniciativas voltadas à proteção do patrimônio natural da Galheta. Mais recentemente, coordenou ações conjuntas com a FLORAM, com outras entidades do GALSAN (Conselho Consultivo Conjunto do Monumento Natural Municipal da Galheta e do Parque Natural Municipal Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho) para recuperação ambiental de áreas degradadas e fechamento de acessos clandestinos conhecidos como 'tocas de rato', historicamente associados à degradação da vegetação de restinga e à prática de atividades ilícitas incompatíveis com os objetivos de conservação da unidade.

 

Somente nos últimos dois anos, os voluntários da associação removeram mais de meia tonelada de resíduos sólidos das trilhas e da faixa de areia da Galheta, demonstrando, na prática, um compromisso permanente com a preservação ambiental e a qualificação do uso público da área. É importante destacar que os problemas enfrentados atualmente pela Galheta não decorrem da existência do naturismo. Pelo contrário, são problemas que há muitos anos vêm sendo denunciados pela própria AGAL às autoridades competentes.

 

Entre os principais problemas registrados estão a prática de sexo em áreas de trilha e vsegetação, o consumo e eventual comercialização de drogas ilícitas, a abertura de acessos clandestinos, a degradação ambiental, a geração irregular de resíduos e diferentes formas de violência contra frequentadores. Associar esses problemas ao movimento naturista ou à atuação da AGAL constitui uma profunda injustiça com uma entidade que há quase trinta anos atua justamente no sentido oposto: denunciando irregularidades, promovendo educação ambiental, apoiando ações de segurança e defendendo a preservação da Galheta.

 

O Projeto de Lei nº 19.423/2024 representa uma oportunidade de pacificar um debate que há anos divide opiniões e desvia a atenção dos verdadeiros desafios enfrentados pela unidade de conservação. Ao estabelecer regras claras para a prática do naturismo, delimitando sua ocorrência exclusivamente à faixa de areia e ao mar, a proposta oferece maior segurança jurídica aos frequentadores, facilita a fiscalização por parte do poder público e contribui para a redução dos conflitos atualmente existentes.

 

Mais do que isso, a aprovação do projeto permitirá que os esforços institucionais sejam direcionados para o enfrentamento dos problemas reais da Galheta, fortalecendo a proteção ambiental, o combate a ilícitos e a promoção de um turismo sustentável, seguro e qualificado. A experiência internacional e nacional demonstra que espaços naturistas regulamentados, sinalizados e fiscalizados tendem a apresentar melhores condições de organização, convivência e segurança, beneficiando toda a coletividade.

 

Há mais de duas décadas a associação solicita maior presença do poder público por meio de fiscalização ambiental, policiamento preventivo e monitoramento permanente da unidade de conservação. Infelizmente, a insuficiência dessas ações, somada ao contínuo sucateamento da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (FLORAM), órgão gestor do Monumento Natural da Galheta, contribuiu para o surgimento e agravamento de situações que hoje preocupam toda a sociedade.

 

Por essas razões, manifestamos nosso apoio ao Projeto de Lei nº 19.423/2024 e conclamamos os vereadores e vereadoras de Florianópolis a aprovarem uma legislação moderna, equilibrada e capaz de contribuir para a preservação ambiental, para a segurança dos frequentadores e para a valorização da história da Praia da Galheta.

 

A defesa da Galheta exige união de esforços, responsabilidade pública e compromisso com soluções concretas. A aprovação deste projeto representa um importante passo nessa direção.

 

Florianópolis, 8 de Julho de 2026.

 

Entidades apoiadoras:

ANABRICÓ – Associação Naturista da Praia do Abricó

SPNat – Associação Naturista de São Paulo

NatParaná – Associação Naturista do Paraná

Coletivo UC da Ilha

Asociación Naturista de Chile – Playa Luna

Associação Naturista de Manaus

SOS Lagoa

ONG Costa Legal

Salve Galheta

(enviado em 10/07/26 por AGAL)

Audiência pública sobre crimes cometidos na praia da Galheta ameaça a continuidade do Naturismo.​​

Audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Câmara de vereadores de Florianópolis, em Santa Catarina, no dia 18 de junho passado, discutiu ações para coibir a incidência de crimes sexuais e ambientais que têm ocorrido na praia da Galheta, há anos, mas há muitos que responsabilizam o Naturismo de ser a causa disso.

(enviado em 24/06/26 por Pedro Ribeiro)

Tribunal de Justiça de SC garante naturismo na praia da galheta e barra prisões

Uma decisão da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina garantiu que pessoas que frequentam a Praia da Galheta, em Florianópolis, não possam ser presas, conduzidas ou autuadas pela prática do naturismo. O pedido foi apresentado pela Associação Amigos da Galheta.🌊

(enviado em 16/03/26 por AGAL)

Carla Ayres e Dinho protocolam projeto para reforçar a segurança e garantir o naturismo na Galheta

Objetivo da proposta é assegurar as boas práticas e combater a violência registrada nos últimos meses.

(enviado em 8/03/26 via WhatsApp)

Caso Praia do Pinho: Novo capítulo garante a volta do naturismo na praia pioneira do Naturismo no Brasil

Nota Publica

Em nova nota à imprensa, a Federação Brasileira de Naturismo divulga que decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina garante a volta do naturismo na praia do Pinho.

(enviado em 19/01/26 por FBrN)

NOTA À IMPRENSA: Justiça de Santa Catarina garante direito ao naturismo na Praia do Pinho

Decisão judicial afasta criminalização de praticantes de naturismo em local de costume consolidado há 40 anos.

(enviado em 28/12/25 por FBrN)

Nota Pública da Federação Brasileira de Naturismo sobre o fim da Praia Naturista do Pinho

A Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) manifesta profunda preocupação e pesar diante do encerramento da prática do naturismo na Praia do Pinho, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, em decorrência da aprovação da PL 10/2022 e das alterações introduzidas pelo novo Plano Diretor do município.

Leia esta matéria no Blog do jornal OLHO NU. Assine Já

 

(enviado em 18/12/25 por FBrN)

Carta aberta à COP-30

A AGAL (Associação dos Amigos da Praia da Galheta), em Florianópolis, divulgou carta aberta direcionada ao participantes da 30ª edição da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a maior reunião global sobre o tema, que foi realizada em Belém, Pará, entre 10 e 21 de novembro de 2025. O evento reuniu líderes mundiais, cientistas e sociedade civil para discutir e buscar soluções para o combate ao aquecimento global, a preservação de florestas, o uso de energias renováveis e a proteção da biodiversidade. A AGAL, com esta carta, pretendeu chamar atenção da sociedade para os problemas de descaso e preconceito que estão sendo imputados na praia da Galheta, em Santa Catarina.

Por João Batista Freire/AGAL

(enviado em 10/10/25 por AGAL)

Quando o dinheiro atrapalha o significado… O naturismo se torna menos sobre “liberdade” e mais sobre “fantasia”.

"Nós vimos isso acontecer novamente." diz o casal canadense Kevin e Corin em seu blog sobre Naturismo, onde contam histórias de suas experiências no naturismo canadense e estado unidense e também fazem crônicas e dão opiniões sobre assuntos que afetam nosso estilo de vida, como é o caso do texto apresentado a seguir, que mostra que um número considerável de pessoas têm usado o Naturismo como trampolim para realização de fetiches sexuais de terceiros, vendendo suas imagens na Internet.

Matéria do blog OUR NATURIST LIFE,

publicada originalmente em 9/08/2025 

(enviado em 31/08/25)

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