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ELAN no Peru começa com muitos amigos e pequeno terremoto

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A décima primeira edição do Encontro Latino Americano de Naturismo começou, como agendado, no dia 26 de fevereiro, na cidade de Lima no Peru, com o encontro dos participantes, principalmente os oriundos de outros países, no ônibus fretado pela organização do evento, a NanuPerú (Naturismo Nudismo Perú),  no bairro de Miraflores, um dos mais importantes da capital peruana, em frente ao teatro Marsano.

por Pedro Ribeiro

Marcado para sair às 9 horas da manhã. A maior quantidade de naturistas estrangeiros vindos de um só país foi a de brasileiros, formando uma comitiva de seis pessoas e se destacando entre todos. Durante a viagem foram distribuídos os brindes do evento: boné, caneca, toalhinha de rosto e caneta em ecobags individuais, além de água.

 

Já incluído na programação, a primeira atividade foi a visita às escavações de Pachacamac, cerca de trinta minutos do ponto de partida. As ruínas de Pachacamac são os últimos vestígios da civilização Inca que ocupou a região. Acompanhados de guias turísticos, o grupo foi dividido em dois, o primeiro que compreendiam a língua inglesa e o segundo que compreendiam a língua espanhola.  A comitiva brasileira optou pela visita guiada em espanhol. Iniciada às 11 horas.

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Img.: NaNuPeru

O ônibus fretado à nossa espera, a partir de Miraflores, um dos principais dos bairros de Lima

Img. Pedro Ribeiro

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No museu de Pachacamac uma das esculturas pré-hispânicas encontrada na escavações.

A primeira parte da atração foi visitar o museu da instituição que conta de maneira geral a história dos povos que habitaram a região, muito antes dos Incas e as causas prováveis da desocupação e a vinda de novos habitantes. História com mais de dois mil e quinhentos anos. Em seguida passamos a andar pelos caminhos da antiga cidade, descobrindo detalhes e pontos curiosos daquelas civilizações, sob sol escaldante e calor considerável. O passeio levou cerca de uma hora e meia e alguns de nosso grupo de entendedores de espanhol “jogaram a toalha” e foram desistindo pelo caminho, antes do final do serviço. Só os fortes sobreviveram.

 

Após o passeio todos se reuniram no restaurante da instituição, onde foram servidos lanches que consistiam de um sanduíche de várias camadas, suco de laranja, banana e água. Adequado para recuperar os sais perdidos na aventura. Após este breve descanso, retornamos ao ônibus que no momento que entramos estava um forno, mas que foi sendo refrescado aos poucos pelo ar-condicionado. Recebemos novas degustações: uma barra de cereal, mais uma caixinha de suco de laranja e mais água.

Seguimos então rumo ao local do evento em Cieneguilla, numa propriedade de nome Refugio Sol Y Valle, a cerca de 30 km de Lima, porém como se trata de serra e estradas estreitas levamos cerca de uma hora para chegarmos.

Na propriedade com duas casas enormes e duas piscinas fomos separados nos quartos já reservados pela organização. Parte da comitiva brasileira ficou em um único quarto, enorme, com três camas de casal e banheiro privativo na primeira casa. O casal de brasileiros ficou em um outro quarto, mais privativo, na segunda casa da propriedade.

Tempo para tomar banho, descansar e já começar a aproveitar as facilidades do lugar. Uma extensa área verde arborizada, com muitos pássaros, que não param um

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todos os participantes reunidos em frente da entrada do Museu Pachacamac

img.: NaNuPeru

minuto de conversar entre si, principalmente uma espécie de papagaios, que lembram nossas maritacas brasileiras. Fomos alertados para a necessidade de uso de repelente contra insetos, principalmente mosquitos, que se mostrou realmente obrigatório. Há também algumas máquinas de jogos como futebol totó e um “acerte o sapo”.

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Img.: NaNuPeru

Parte do grupo da excursão, os que compreendem inglês posam em meio às ruínas do parque.

Às 17 horas tivemos a abertura oficial do evento sob o teto da segunda casa, com todos os presentes, cujo número já havia aumentado para 32, com a chegada de participantes peruanos. Iniciando-se com os discursos de boas vindas por parte da NanuPerú, que era traduzida a cada momento para o inglês. Foi distribuído um copo de Pisco, a bebida típica peruana, para fazermos um brinde à ocasião, quando fomos interrompidos por uma espécie de trovão contínuo e uma sacudidela nos pingentes das lâmpadas do teto. Era um terremoto, um muito pequeno, mas para quem nunca viu isto na vida, foi um pouco assustador.

Fomos todos deslocados para área externa e esperamos o incidente passar, que não durou nem dois minutos. E lá mesmo continuou a cerimônia inicial e os avisos de comportamento naturista esperado. Recebemos do presidente da INF Stéphane Deschênes, presente com sua esposa, um chaveiro da instituição a qual ele pertence no Canadá, a Bare Oaks.


Logo após foi servido o primeiro jantar oficial, numa grande mesa montada para este fim. Comemos um dos pratos típicos e mais populares do país, frango cozido, com creme e batatas.

Depois foi muito bate-papo e troca de conhecimentos entre os presentes.

 

Na sexta-feira, começam as atividades oficiais.

(enviado em 27/02/26 por Pedro Ribeiro)

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