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Matéria do portal G1 publicada no dia 1 de maio, entrevista fiscal da praia de Naturista de Tambaba.

Porteiro de praia naturista reforça 'sensação de liberdade' no trabalho: 'depois de 5 minutos ninguém lembra que tá sem roupa'

Mesmo sem se considerar naturista, João se acostumou com a nudez em alguns momentos. No quintal de casa, ele vai até o varal apanhar as roupas limpas nu.

Por Iara Alves, g1 PB

01/05/2022 05h01  Atualizado há 23 horas

Leia a matéria original em: g1.globo.com

Img: Arquivo pessoal/João Marcus

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Porteiro de praia naturista com farda que usa no trabalho

Quando o sol nasce, João Marcus Campelo, assim como outros trabalhadores, se prepara para o expediente do dia. Antes de sair de casa, se alimenta e se veste. Depois, parte em busca da carona que sempre se estende por 10 quilômetros de Jacumã até Tambaba, praia localizada no município do Conde, Litoral Sul da Paraíba. Já no local, o paraibano se despe das vestimentas e antigos tabus para trabalhar tomado pela "sensação de liberdade” que a primeira praia naturista do Nordeste pode proporcionar.

Esta é uma das reportagens de uma série que conta histórias curiosas e relatos do dia a dia de trabalhadores que atuam em funções não tão comuns para a maior parte da população. Neste Dia do Trabalho, celebrado neste domingo (1), esses profissionais contam as particularidades, qualidades e desafios de cada profissão.

A rotina do porteiro é simples. Ele chega, varre a entrada da praia e vai para o biombo, onde tira as próprias roupas e orienta sobre como os visitantes devem se comportar.

 

Ao contrário do que talvez seja mais comum de se imaginar, João não trabalha totalmente nu. Ele até tira as roupas com que sai vestido de casa. Mas, na cabeça, usa um boné. No tronco, um colete que cobre o corpo da barriga ao peito. Ambos de cor azul, semelhante ao tom do mar que vigia e, ao mesmo tempo, consegue contemplar. Todo o resto fica despido, inclusive o pensamento.

 

“Eu venho e coloco a minha farda (risos). Assim, eu trabalho nu, mas a gente tem uma fardinha, tipo um boné de identificação e uma espécie de colete. O resto do corpo é nu, mas tem essa fardinha”, explicou com risada tímida.

 

No trabalho, João não tem vergonha de ficar nu. Com convicção, sentencia para si e também para os outros:

 

“Depois de cinco minutos, ninguém lembra que 'tá sem roupa”.

 

Passar o dia inteiro sem roupa fez até com que o porteiro se acostumasse. “Em casa, quando tem roupa no varal, vou buscar nu”, confessou.

Por outro lado, ainda sente um certo desconforto em algumas situações do dia a dia.

“A gente vê muita gente sem roupa, nua. É lotado. Quando você volta pra casa e vê o pessoal vestido é uma sensação estranha. São horas trabalhando com todo mundo nu. É muito doido isso”, disse também aos risos.

 

Com o círculo mais íntimo de convivência, o estranhamento parecia ser um pouco ainda maior antes do trabalho na praia, quando ele frequentava o local com amigos por lazer.

 

“Na praia, a gente ficava super a vontade. Quando chegava em casa, olhava e pensava: ‘eita, não colocou a roupa ainda’. Mas só que tava todo mundo nu um pouco antes”, recordou ao mesmo tempo em que se divertia com a lembrança contraditória.

 

Agora, ele orienta os visitantes sobre como não sentir vergonha, pelo menos enquanto estiverem com os pés na areia da praia de Tambaba.

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Img: Jhonathan Oliveira

Portaria da Praia de Tambaba

"A gente conversa com os mais tímidos, que estão com vergonha. A gente diz que não tem nada de mais, é um local tranquilo. Tem muito isso da pessoa com vergonha do corpo. Mas é muito bacana porque acaba sendo um local de autoaceitação. As pessoas que têm vergonha, tiram a roupa e ficam tão à vontade”, comemora.

 

O que é preciso e como é ser porteiro de uma praia naturista?

Ser um dos porteiros de Tambaba não era o ideal profissional de João. Na verdade, a profissão que deixa os olhos dele brilhando tem algo em comum com a que assume diariamente na portaria: ensinar e orientar.

Ele é professor de português, mas está sem emprego na área. Por isso, trabalha com correções textuais e na portaria da praia naturista, onde conseguiu uma oportunidade.

Img.: Francisco França/Jornal da Paraíba/Arquivo

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Área reservada para a prática naturista na Praia de Tambaba, no Litoral Sul da Paraíba

Ele e mais dois colegas venezuelanos são autônomos e trabalham como diaristas em um esquema de rodízio. Há cerca de um mês, também havia uma mulher para dividir a função. Mas ela deixou o cargo após conseguir uma vaga efetiva em um hotel na mesma região.

 

Nos períodos de veraneio, a demanda do trabalho é diária. Já nas épocas de baixa estação, a média de expediente é de três diárias por semana.

 

Nenhum dos três porteiros atuais se considera naturista. O título, inclusive, não é um requisito para ser selecionado.

Para ele, foi necessária apenas uma entrevista, conduzida pela presidente da Sociedade Naturista de Tambaba (Sonata), quando também foi apresentado para ele a história da praia. Depois um teste, em que precisou abordar homens sozinhos e explicar as condições em que eles poderiam permanecer no espaço.

 

O que faz um porteiro de praia naturista?

A praia de Tambaba tem duas áreas, sendo uma destinada para pessoas vestidas com trajes de banho e a outra para a prática do naturismo.

 

No espaço para pessoas vestidas, não há entradas demarcadas por fronteiras. Já na área naturista, sim. E elas são naturais, formadas por rochas e areia. Em cada uma delas, existem placas com as regras para visitação.

 

João trabalha, geralmente, na entrada principal. Ele é responsável por recepcionar os visitantes e explicar as regras para permanecer no local. Entre as principais normas estão:

  • Homem sozinho não pode entrar, a menos que seja surfista ou associado à Sonata;

  • Menores de idade só podem entrar acompanhados dos pais ou responsáveis;

  • É exigida a nudez total;

  • Não é permitido tirar fotos ou fazer vídeos, a menos que sejam feitas em locais isolados;

  • E, por último, mas não menos importante, aproveitar a praia.

Durante o expediente – que dura oito horas por dia – o porteiro fica na entrada e a cada uma hora faz uma ronda até o fim da praia. Durante essa vistoria, ele costuma verificar se está tudo dentro dos conformes. Outra tarefa é observar se há alguém nas trilhas que dão acesso à praia.

 

Em cerca de um ano e meio de trabalho, ele nunca precisou ser mais incisivo sobre as regras com algum visitante. Mas recorda que colegas já precisaram até pedir reforço policial.

 

Não é comum, mas já aconteceu”, pontuou.


O único problema que João costuma lidar é que

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Img: Marco Pimentel/PBTur

Praia de Tambaba, na Paraíba, tem duas áreas divididas por uma formação rochosa com vegetação: uma destinada ao naturismo e outra onde usar roupa ou não é opcional

alguns visitantes ainda costumam entrar com roupa na praia. Mas logo o impasse é resolvido com uma breve conversa.

 

Quebra de tabus e a ‘sensação de liberdade’ no trabalho

João mora no distrito de Jacumã, no Conde, desde o ano de 2014. Embora não se considere naturista, antes de trabalhar como porteiro de Tambaba, ele frequentava a praia com amigos, que são adeptos da prática. Mas nem tudo era natural para ele.

 

“Tinha muito tabu, eu achava estranho. Eu tinha e tenho. Existe uma ideia na cabeça das pessoas que é estranho. As pessoas entram e quando descem as escadas no local de tirar a roupa, travam, não descem e voltam. É muito forte essa indumentária da roupa. É difícil algumas pessoas entenderem o naturismo como uma prática”, comentou.

 

É justamente a possibilidade de construir essas reflexões a parte favorita do trabalho para João.

 

“O que eu mais gosto aqui talvez seja uma certa ideia de questionamento de tabus. Uma certa sensação de liberdade. É muito abstrato dizer que isso é um exemplo de liberdade na vida de uma pessoa. É bom poder problematizar o tabu social em volta da necessidade da roupa”.

 

É na vivência com os outros, que ele usufrui também do prazer que outras pessoas desfrutam de estar na praia. Sem hesitar, ele diz com convicção:

 

"Estou feliz aqui".

 

Por outro lado, lembra que não está em condições ideais de trabalho.

Img: Roberto Guedes/Secom-PB

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Praia de Tambaba tem campeonato de surf naturista 

“Infelizmente sou fruto das diversas punições que o país atravessa, como uma precariedade relativa do trabalho. É massa [o trabalho] porque estamos desempregados. Mas gostaria de trabalhar com o que eu sempre quis, ser professor de português”, explicou.

 

No fim do mês, a parte financeira também influencia. Por enquanto, as gorjetas dadas pelos visitantes ajudam no complemento das despesa

Tambaba é a primeira praia oficializada como naturista do Nordeste

Conhecida por ser a primeira praia oficializada como

naturista do Nordeste, Tambaba também se classifica com uma das praias mais belas da Paraíba.

 

São as falésias, a água quentinha e o mar com cor de esmeralda que tornam o local atrativo aos visitantes, além dos passeios, vegetação, culinária e o surfe praticado no local. A praia, que fica a 35 quilômetros de João Pessoa, faz parte de uma área de proteção ambiental (APA) e é considerada uma das mais limpas da Paraíba.

 

A praia também possui um coqueiro que nasceu em uma pedra localizada dentro do mar, e se tornou uma das atrações do local, principalmente para quem gosta de fotografar.

Por ser uma praia naturista, Tambaba é dividida em dois lados. O que separa as duas áreas é uma escada que leva os praticantes do naturismo a uma recepção, onde são apresentados às regras do local, dentre elas, a não autorização de tirar fotos.

 

Restaurantes e bares fazem parte da praia e oferecem aos visitantes uma culinária tipicamente nordestina, a base de frutos do mar, além de dispor de mesas e guarda-sóis.

 

Já para quem curte praticar esporte na praia, o surfe predomina em Tambaba. Além disso, a praia sedia o único campeonato de surfe naturista do mundo.

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Img: Eduardo Fechine

Praia de Tambaba, na Paraíba, reúne prática naturista e paisagem encantadora; na imagem, a área em que a nudez é opcional 

(enviado em 1/05/22 via WhatsApp)

‘Motel ao ar livre’: orgias em praia de Balneário Camboriú voltam a incomodar moradores

Moradores de condomínios próximos e até frequentadores da praia do Pinho denunciam cenas de sexo explícito durante feriados e fins de semana.

Matéria do portal ND+, de Santa Catarina, órgão associado à Rede Record de Televisão. O portal ND+ é o site de notícias mais lido de Santa Catarina e também o mais lido pelos cidadãos catarinenses, além de ter sido o case vencedor do Top de Marketing e Vendas ADVB 2021 na categoria comunicação.

REDAÇÃO ND, ITAJAÍ em 04/03/2022

Novamente as cenas e rastros de orgias e sexo explícitos na praia do Pinho em Balneário Camboriú, Litoral Norte de Santa Catarina, voltaram a incomodar moradores de condomínios próximos à avenida Interpraias, um dos pontos mais conhecidos da região, chamando a atenção para a praia que ficou conhecida como “motel ao ar livre”.

 

Moradores relatam que as cenas de sexo e prostituição no costão da praia são frequentes, mas durante os fins de semana e feriados, as cenas de orgias e sexo explícitos na praia, considerada como a primeira de naturalismo do Brasil, são ainda mais recorrentes.

Foto: Arquivo pessoal/ND

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Trilha que dá acesso à praia com cenário diferente por conta dos preservativos espalhados pelo chão

Diante disso, os moradores cobram uma maior fiscalização da prefeitura e pretendem levar a questão ao conselho comunitário de segurança. A prática de sexo viola uma das regras para frequentadores da praia do Pinho, que é não praticar sexo no local para que a região justamente não se torne uma espécie de “motel ao ar livre”.

 

Mas imagens de moradores mostram que essa regra é totalmente ignorada. Na última segunda-feira de Carnaval (28), filmagens mostram uma orgia na praia, onde uma mulher aparece fazendo sexo junto a um grupo de pelo menos 20 homens.

 

Parte das pessoas que participam da orgia estão completamente peladas, e quem não pratica o ato, se masturba enquanto assiste a cena. Outra imagem mostra a mulher masturbando o grupo de homens.

Outra imagem mostra duas mulheres se beijando enquanto um homem fotografa a cena, os três são observados por um casal e as pessoas que estão próximas. A prática de sexo deixa um rastro de sujeira e camisinhas pela praia.

 

O chão por trilhas e costões fica coberto de preservativos e a prática de sexo incomoda também quem busca o naturalismo na praia. “No caminho você encontra, além de pessoas sozinhas paradas na trilha, muitos pacotes de preservativos usados. Já na praia pessoas tendo relações sexuais”, disse uma testemunha que não quis se identificar.

 

Logo às margens da avenida Interpraias, ao lado Sul da Praia Central — a mais badalada da cidade — existem duas placas no portal da trilha que leva até a praia. Em uma delas, a escrita deixa evidente as regras do local: “É extremamente proibido praticar atos de caráter sexual ou obsceno, fotografar, gravar ou filmar qualquer naturista”. No entanto, isso não acontece.

 

“Na praia rola sexo de casais de todos os tipos. Tenho um amigo que está sempre no Pinho. Ele é casado com mulher, tem filhos, mas curte frequentar lá em busca de fetiches”, revelou um frequentador do local que preferiu não ser identificado.  O público se mostra diversificado, mas em sua maioria são homens.

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Foto: Reprodução/Internet

Orgias e sexo explícitos são flagrados por moradores na região da praia do Pinho em Balneário Camboriú

Fiscalização

 

A Guarda Municipal de Balneário Camboriú, responsável pelas fiscalizações, afirma que o atendimento às infrações ocorrem quando há denúncias através do 153, e apesar do patrulhamento constante, não houve denúncia.

 

Depende, portanto, dos próprios frequentadores denunciarem para que a Guarda Municipal possa atuar no local. De acordo com o artigo 233 do Código Penal, “praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público” pode ser motivo de detenção, de três meses a um ano, ou multa.

Sobre os últimos episódios de sexo e orgias explícitos na praia durante o feriadão de Carnaval, a prefeitura de Balneário Camboriú, que responde pela Guarda Municipal, afirmou que não houve denúncia e que elas devem ser feitas através dos fiscais de posturas pelo (47) 9232-0187 ou a Guarda Municipal pelo 153.

 

Naturismo

 

A prática de naturismo na praia do Pinho começou no início da década de 1980. O local tem cerca de 500 metros de extensão, possui mar com ondas fortes e, de acordo com os frequentadores, há privacidade, pois é cercado por costões e vegetação.

(enviado em 5/03/22 via WhatsApp)

Pelados no Brasil: turismo naturista tem tours de barco e pacotes de viagem

André Aran

Colaboração para Nossa,

do Rio de Janeiro

13/11/2021

Matéria do portal UOL na seção Nossa Viagem apresenta matéria sobre atividades naturistas "avulsas" promovidas por entidades parceiras ou simpatizantes  ao Naturismo

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O repórter André Ara, fez matéria para o Portal Uol relatando como foi o Encontro em Paraty, realizado por Márcia Assumpção, a conhecida Márcia Mística dos meios naturistas, em meados do mês de outubro passado. Entrevistas com  Márcia e com alguns pasrticpantes do evento que, além de terfechado uma pousada para a prática do natruismo, também houve um passeio de barco pela baía de Paraty.

 

Na continuação da matéria outro focalizado foi Neucedir Valério, que organiza passeios e excursões para locias inusitados do Brasil, onde pode-se paraticar o Naturiismo: passeio pelo Rio Amazonas ou vivência em tribos indígenas do Xingú.

 

Concluindo a matéria foi a vez de Éder Ferreira que loteou sua fazenda para fazer um condomínio naturista.

 

Leia a matéria completa clicando aqui: https://www.uol.com.br

 

(enviado em 13/11/21 via Whatsapp)

Os alemães que venceram queda de braço com regime comunista pelo direito de ficar nus

'Havia policiais patrulhando as praias e tentando fazer as pessoas colocarem suas roupas de volta', conta historiadora

Também publicado no portal UOL, mas matéria de origem da BBC Brasil, ela conta o fato histórico quando os naturistas desafiaram o regime comunista da finada Alemanha Oriental para terem o direito de continuar praticando o nudismo nas praias daquele país.

O jornalista Mike Lanchin, do programa de rádio Witness, da BBC, foi atrás das origens desse costume e mostra como os alemães desafiaram as autoridades comunistas pelo direito de pegar sol como vieram ao mundo, na costa do Mar Báltico. 

 

Veja a matéria completa em https://noticias.uol.com.br

(enviado em13/11/21 via whatsapp)

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Imagem: Sean Gallup/Getty Images

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